Odinopoético era aquele pedaço da madeira que eu lascava.
Mania vinda d’outros dias, incisiva mania. A mesa gemia com a dor que eu lhe proporcionava. Tracejava finas linhas com minha unha no seu cenho, riscadas com a angústia de minha inexpressividade.
Meus dentes já iniciavam um tilintado nervoso e o meu dedo regurgitava as lascas de madeira.
E aconteceu! Finda a mania com o vislumbre da poesia. O papel que jazia inerte e intocado recebia as estocadas da minha pena e dedo condoídos.
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